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Periodical article |
| Title: | Ensaios de uma feitoria régia no espaço económico e social da ilha de Santiago (1520-1550) |
| Authors: | Cabral, Iva Maria Torrão, Maria Manuel Ferraz |
| Year: | 1996 |
| Periodical: | Studia: revista semestral |
| Issue: | 54-55 |
| Pages: | 33-49 |
| Language: | Portuguese |
| Geographic term: | Cape Verde |
| Subjects: | mercantile history trading posts |
| Abstract: | Desde 1501, la Coroa Portuguesa prescindiu da exploração comercial directa das ilhas de Santiago et do Fogo (Cabo Verde), optando por realizar contratos de arrendamento. Até 1520 não se estabeleceu nenhuma feitoria na ilha de Santiago. O comércio cresceu nas mãos dos mercadores locais e dos rendeiros. A implantação da feitoria na ilha de Santiago surgiu, assim, não como um elemento fomentador do comércio, mas como um elemento controlador de uma estrutura económica já organizada. Perante uma sociedade que se tinha desenvolvido afastada da tutela da Coroa, quando entrou 'em cena' um feitor régio, as suas funções ficaram automaticamente coarctadas pelo próprio meio que o envolvia. As relações comerciais já estavam estabelecidas, não havendo necessidade da intervenção do feitor para as incrementar ou fomentar e, acima de tudo, os lucros que provinham desse mesmo comércio eram já manejados por um grupo económico que não tinha o mínimo interesse em os dividir com um novo concorrente, a Coroa. Em face desta situação, era impossível a um só homem, tão afastado do poder central, assumir-se como representante de um rei que só tardiamente, e após ter concedido privilégios comerciais aos moradores de Cabo Verde, se decidiu a participar directamente no trato com a costa da Guiné. Note, ref., res. em português e em inglês. |